O que as mudanças climáticas têm a ver com a fome mundial?

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As queimadas na Amazônia reacendem o debate sobre a alimentação e as mudanças climáticas.


Já falamos antes sobre os motivos de tanta gente passar fome no mundo. Não falta comida, mas falta logística de distribuição de alimentos e, claro, humanidade. O relatório anual de segurança alimentar da ONU apontou que de 2016 para 2017 mais de 15 milhões de pessoas estão no grupo de desnutrição ou da fome mundial.

São 820,8 milhões pelo mundo. isso é o mesmo que 10,9% da população mundial.

Há 10 anos, essa porcentagem era de 12% e, até 2015, esse número diminuía ano a ano. Porém, essa expectativa vem se rompendo e os números de desnutridos apresentam um crescimento considerável: um salto de 784,4 milhões de pessoas em 2015 para 820,2 milhões em 2017.

E por que isso está acontecendo?

Já pensou nas mudanças climáticas?

Não é novidade que estamos impactando o planeta de forma cada vez mais agressiva. 2018 foi o ano mais quente já registrado na história desde 1880. E só piora. Em 2019, batemos mais um novo recorde negativo: neste ano o dia da sobrecarga da Terra aconteceu mais cedo, no dia 29 de julho, 3 dias antes da data de 2018.

Fonte: FAO

Fonte: FAO

Mesmo que muita gente ache besteira, são claras as evidências sobre os efeitos dessas mudanças todas no clima, especialmente nas secas e tempestades fora de hora. E isso impacta diretamente o que a gente planta, já que a a agricultura é extremamente sensível às mudanças de temperatura. A natureza é sábia e se autorregula com tranquilidade. O problema é quando nós contribuímos para o desequilíbrio dela a um ponto que não consegue se regenerar tão facilmente.

E a escassez da água? A indústria da carne, por exemplo, é uma das que mais consome esse recurso, garantindo que mais de 20% seja destinado pra essa produção. A falta de água também vai além do nosso consumo, já que a seca desequilibra bastante a nossa oferta e as reservas e rios não conseguem dar conta do recado.

E agora, o que fazer?

Bom, vamos parecer repetitivos, mas é fundamental revisitar o nosso desperdício dentro de casa, consumir os alimentos de forma integral e investir cada vez mais em orgânicos e nos pequenos produtores, que sem dúvida são os que mais sofrem com todas essas mudanças.

Pensando no macro, é importante a atenção às políticas para a redução dos gases de efeito estufa, da valorização do meio ambiente, das florestas, da agricultura… comer é um ato político e diário e precisamos lutar pela segurança alimentar e por um planeta mais justo pra todo mundo.


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Este conteúdo foi adaptado e originalmente publicado pelo Menos 1 Lixo.

O Menos 1 Lixo é um movimento de educação ambiental idealizado pela Fe Cortez que se propôs a ficar 1 ano sem consumir copos descartáveis. Foi assim que surgiu a criação do copo do movimento, retrátil, prático, de silicone e 100% fabricado no Brasil. O copo do Menos 1 Lixo é um agente de transformação


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