Como comer de forma mais sustentável: 5 dicas práticas

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Seguindo essas dicas, não tem mais desculpa!


A produção de alimentos representa cerca de um quarto das emissões globais de gases de efeito estufa a cada ano. Quanto mais considerarmos a sustentabilidade ao escolher o que comer e quanto mais cedo começarmos a quebrar nossos hábitos, melhor para nós e para o planeta. 

Mas fica tranquilo, você não está só nessa empreitada :)

Separamos algumas dicas de mudanças fáceis que você pode começar a fazer agora.

1) Faça parte da Segunda sem Carne

Que também pode ser terça, sábado ou qualquer dia - o dia, na verdade, não importa, o que importa é reduzir o consumo de produtos de origem animal. 

Não é novidade que os produtos animais são os maiores contribuintes para as emissões de gases de efeito estufa relacionados a alimentos (se ainda não está sabendo disso, assista o Cowspiracy). Embora o veganismo não seja uma solução realista para todos, eliminar alimentos de origem animal do cardápio pelo menos um dia por semana pode causar impacto a médio e longo prazo.

Sem ideia do que usar para substituir a proteína? Anota aí:

  • Cogumelos: ótima fonte de proteína e deliciosos em massas, risotos e refogados.

  • Feijão: o arroz com feijão de todo dia é uma combinação muito nutritiva.

  • Lentilha: na sopa, no hambúrguer, substituindo o feijão… você que manda!

  • Quinoa: na salada ou no quinoto, essa sementinha é superversátil.

Ao consumir produtos de origem animal, considere escolher peixes e aves criados de forma sustentável - eles têm um impacto ambiental menor do que a carne vermelha, pois exigem menos água, terra e ração na sua criação e produzem menos gases do efeito estufa do que vacas, bois e porcos. Se for comer carne bovina, dê preferência a produtos orgânicos e criados em pasto livre.

2) Coma mais vegetais

As plantas extraem carbono do ar e são cheias de nutrientes. Além disso, comer plantas é um uso mais eficiente dos recursos do que alimentar os animais com plantas para depois comê-los. Faz sentido, não faz?

 Nossas sugestões:

- Faça um prato bem colorido com batatas doces, cenouras ou beterrabas assadas, verduras ricas em nutrientes, grãos cheios de proteínas e uma salada de folhas bem frescas.

- Na hora do lanche, em vez de pegar algo embalado ou processado, experimente um punhado de nozes, sementes de abóbora ou uma fruta.

- Para snacks ultrasaudáveis que tal palitos de cenoura, canapés de rabanete, chips de couve, fatias de pepino com homus ou só com uma pitada de sal e azeite?

- Querendo um docinho? Passas, tâmaras e damascos secos dão conta do recado, mas se quiser algo mais satisfatório vá com tudo em um pudim de chia bem cremoso.

- Leite animal é coisa do passado. Experimente um leite vegetal feito de aveia, castanha, coco, amendoim, gergelim ou amêndoa que você mesmo pode fazer ou comprar pronto.

3) Consuma mais orgânicos

Produções orgânicas não usam pesticidas químicos ou fertilizantes que contribuem para a poluição da água e o aumento de gases de efeito estufa. Além disso, os alimentos orgânicos são mais nutritivos e, claro, não vêm carregados de venenos que fazem mal à nossa saúde - é triste, mas o Brasil é o campeão de consumo de agrotóxicos no mundo.

 Por isso, sempre que possível, dê preferência a alimentos produzidos localmente e a produções que se preocupam com a regeneração do solo, a emissão de carbono e a saúde do consumidor, do alimento e do meio ambiente.

4) Alimente-se local e sazonalmente

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Os produtos sazonais são mais frescos e mais nutritivos porque podem ser cultivados localmente, com menos uso de pesticidas e fertilizantes e menos quilômetros para viajar até seu prato. Além disso, em geral, alimentos sazonais e locais não são colhidos antes de madurar ou criados para resistir ao armazenamento e transporte. 

Consumindo localmente você também contribui com o desenvolvimento social da sua região, fomentando a economia e melhorando a qualidade de vida da comunidade rural.

5) Reduza o desperdício

Quando o alimento é jogado fora, toda a energia gasta em seu crescimento, processamento, embalagem e transporte é desperdiçada, isso sem contar em seus nutrientes. Isso pode não parecer significativo, mas o desperdício de alimentos é responsável por 8% das emissões globais de gases do efeito estufa. 

Veja aqui algumas maneiras simples para desperdiçar menos comida:

  • Planeje as refeições da sua semana e compre apenas o que você precisa.

  • Prepare e use ingredientes frescos nos primeiros dias e congele o resto para as refeições no final da semana.

  • Use mais o que você compra. Certifique-se de que você está armazenando os produtos corretamente para que durem mais e pense duas vezes sobre o que está descartando. As folhas e talos da beterraba, cenoura e rabanete, por exemplo, são supernutritivas, mas frequentemente descartadas. Use-as em sopas, refogados ou pesto!

  • Composte seus restos de comida. Se não quiser fazer isso sozinho, peça ajuda ao Ciclo Orgânico.


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